Arquivo de julho 2008

A prática do exercício físico induz a adaptações cardiovasculares, alterações funcionais e estruturais, resultante de uma interação de mecanismos centrais e periféricos.
O sistema respiratório é responsável pela absorção do oxigênio e remoção do dióxido de carbono do sangue enquanto o sistema circulatório libera sangue oxigenado e nutrientes aos tecidos.
O exercício aeróbico é aquele que aumenta a entrada de oxigênio no organismo. Caracteriza-se como um trabalho de intensidade baixa e volume alto. Esse tipo de exercício trabalha uma grande quantidade de grupos musculares de forma rítmica. Andar, correr e pedalar são exemplos de exercícios aeróbios.
O treinamento aeróbio proporciona uma melhora na capacidade da circulação central, como também aprimora a capacidade dos músculos ativados durante a execução do exercício físico, em utilizar o oxigênio.
O treinamento cardiorrespiratório também permite ao indivíduo desenvolver a habilidade de manter uma atividade física em condições de equilíbrio fisiológico por um longo período de tempo, liberando quantidades suficientes de oxigênio e removendo produtos de degradação dos tecidos do organismo.
A atividade aeróbia também ajuda a emagrecer, combater o estresse, melhorar o sistema imunológico e reduzir o risco de algumas doenças.
As alterações provocadas no sistema cardiorrespiratório pela atividade aeróbia são: aumento do volume cardíaco; aumento do volume sistólica;aumento no fluxo sanguíneo em exercício submáximo e máximo; aumento da quantidade de hemoglobina; redução da freqüência cardíaca de repouso e no exercício; redução da pressão arterial; aumento da pressão respiratório; aumento da extração de oxigênio; melhoria da ventilação pulmonar e da freqüência respiratória.
O estabelecimento da intensidade apropriada do exercício é importante para o treinamento aeróbio. Existem inúmeras variáveis fisiológicas que expressam a intensidade do exercício, entre elas destacam-se: o consumo máximo de oxigênio (VO2máx); a frequência cardíaca máxima (FCmáx); a classificação do esforço subjetivo; o início do acúmulo de lactato no sangue (limiar de lactato), entre outros.
Treinamento muito leve: FC entre 50% a 60%FCmáx, é a faixa mais baixa para proporcionar um aprimoramento aeróbio;
Treinamento leve: FC entre 60% a 70%FCmáx, estágio inicial, intermediário ou manutenção em programas de condicionamento físico;
Treinamento moderado: FC entre 70% a 80%FCmáx, empregado para ritmo de manutenção;
Treinamento no limiar anaeróbio: FC entre80% a 90%FCmáx, com um considerável acúmulo de ácido lático, decorrente da queima anaeróbia de carboidrato;
Treinamento de esforço máximo: FC entre 90% a 100%FCmáx acima do limiar anaeróbia. É utilizado por atletas competitivos em treinamento predominantemente anaeróbio: corridas de velocidade, força explosiva, etc.
Em indivíduos com baixa capacidade física, três sessões por semana em dias alternados são suficientes para provocar adaptações favoráveis no sistema aeróbio.
A caminhada e a corrida proporcionam um grande estímulo de treinamento para o tempo e o custo, promovendo melhor controle da intensidade e duração do exercício e podendo ser realizado em qualquer hora e em qualquer lugar.
Às vezes os iniciantes tendem a ter dificuldades para manter condições de equilíbrio entre a energia necessária à sustentação do trabalho muscular e as reações aeróbias, em algumas atividades, portanto, são recomendáveis o ciclismo estacionário e a caminhada pela facilidade do controle da intensidade do exercício e por oferecerem menores riscos de lesões ortopédicas.

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Alongar é afastar a origem e inserção de um determinado músculo ou grupo muscular, objetivando alongar as fibras, aumentando a amplitude articular.
É importante fazer exercícios de alongamento antes a após a atividade física. Eles preparam a musculatura, favorecem a recuperação após o esforço, melhoram a mobilidade - devido ao ganho de amplitude obtido - e permitem evitar problemas tendinosos, articulares e musculares (distensões, contraturas, etc.).
Ao regularem o tônus postural, os exercícios de alongamento podem diminuir as tensões, favorecendo o bem-estar do esportista, melhorando assim o seu desempenho, como também o gesto técnico.
O alongamento também é eficaz na eliminação do ácido láctico, evitando a fadiga muscular.
Estes exercícios podem ser feitos por pessoas de qualquer idade e deve ser realizado com calma e de maneira relaxada, respirando livremente, sem balançar o corpo, prendendo o músculo na posição adotada por um período de 10 a 30 segundos, e relaxando-o em seguida.

O aumento do comprimento muscular observado após uma sessão, permanece entre duas horas e um a dois dias, diminuindo progressivamente. Os ganhos no alongamento são particularmente importantes durante os primeiros meses de prática. Eles serão mais acentuados no indivíduo pouco ativo ou no que treina menos, do que no indivíduo que tem o hábito de solicitar os grupos musculares regularmente. O esportista é espontaneamente mais alongado.

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