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Até o momento,
ainda não foi estabelecida a causa ou etiologia definitiva do
leucoedema. As tentativas de implicar fatores tais como fumo, ingestão
de álcool, infecções bacteriana, condições salivares e interações
eletroquímicas foram infrutíferas. Alguns estudos indicam uma possível
relação de má-higiene bucal e padrões anormais de mastigação. Nesta
condição observa-se uma concentração ética ou racial, sendo os negros
o principal grupo afetado.
Característica
clínicas
O leucoedema é usualmente um achado acidental. É assintomático, de
distribuição simétrica e encontrado na mucosa jugal. Apresenta-se como
uma superfície cinzenta-branca difusa, nevoenta ou leitosa. Nos casos
mais acentuados, pode-se notar uma coloração brancacenta com
alterações textural da superfície, incluindo pregueamento ou
corrugação. Com o estiramento da mucosa jugal, as alterações opacas
desaparecem, exceto nos casos mais avançados. A raspagem delicada com
uma compressa de gaze ou um abaixador de língua não removerá o
leucoedema.
Diagnóstico
diferencial
A leucoplasia, o nevo branco
esponjoso, a disceratose intra-epítelial benigna hereditária e a
resposta à mordedura crônica da bochecha podem apresentar semelhança
clínica com o leucoedema. A espessura total dessas lesões, sua
persistência quando a mucosa é estirada, e as características
microscópicas específicas contribuem para separá-la do leucoedema.
Tratamento e prognóstico
Não é necessário qualquer tratamento, pois as alterações são inócuas.
Não há potencial maligno nem predisposição para o desenvolvimento de
leucoplasia. É importante
reconhecer este processo e evitar intervenção desnecessária.
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