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A prática do exercício físico induz a adaptações cardiovasculares, alterações funcionais e estruturais, resultante de uma interação de mecanismos centrais e periféricos.
O sistema respiratório é responsável pela absorção do oxigênio e remoção do dióxido de carbono do sangue enquanto o sistema circulatório libera sangue oxigenado e nutrientes aos tecidos.
O exercício aeróbico é aquele que aumenta a entrada de oxigênio no organismo. Caracteriza-se como um trabalho de intensidade baixa e volume alto. Esse tipo de exercício trabalha uma grande quantidade de grupos musculares de forma rítmica. Andar, correr e pedalar são exemplos de exercícios aeróbios.
O treinamento aeróbio proporciona uma melhora na capacidade da circulação central, como também aprimora a capacidade dos músculos ativados durante a execução do exercício físico, em utilizar o oxigênio.
O treinamento cardiorrespiratório também permite ao indivíduo desenvolver a habilidade de manter uma atividade física em condições de equilíbrio fisiológico por um longo período de tempo, liberando quantidades suficientes de oxigênio e removendo produtos de degradação dos tecidos do organismo.
A atividade aeróbia também ajuda a emagrecer, combater o estresse, melhorar o sistema imunológico e reduzir o risco de algumas doenças.
As alterações provocadas no sistema cardiorrespiratório pela atividade aeróbia são: aumento do volume cardíaco; aumento do volume sistólica;aumento no fluxo sanguíneo em exercício submáximo e máximo; aumento da quantidade de hemoglobina; redução da freqüência cardíaca de repouso e no exercício; redução da pressão arterial; aumento da pressão respiratório; aumento da extração de oxigênio; melhoria da ventilação pulmonar e da freqüência respiratória.
O estabelecimento da intensidade apropriada do exercício é importante para o treinamento aeróbio. Existem inúmeras variáveis fisiológicas que expressam a intensidade do exercício, entre elas destacam-se: o consumo máximo de oxigênio (VO2máx); a frequência cardíaca máxima (FCmáx); a classificação do esforço subjetivo; o início do acúmulo de lactato no sangue (limiar de lactato), entre outros.
Treinamento muito leve: FC entre 50% a 60%FCmáx, é a faixa mais baixa para proporcionar um aprimoramento aeróbio;
Treinamento leve: FC entre 60% a 70%FCmáx, estágio inicial, intermediário ou manutenção em programas de condicionamento físico;
Treinamento moderado: FC entre 70% a 80%FCmáx, empregado para ritmo de manutenção;
Treinamento no limiar anaeróbio: FC entre80% a 90%FCmáx, com um considerável acúmulo de ácido lático, decorrente da queima anaeróbia de carboidrato;
Treinamento de esforço máximo: FC entre 90% a 100%FCmáx acima do limiar anaeróbia. É utilizado por atletas competitivos em treinamento predominantemente anaeróbio: corridas de velocidade, força explosiva, etc.
Em indivíduos com baixa capacidade física, três sessões por semana em dias alternados são suficientes para provocar adaptações favoráveis no sistema aeróbio.
A caminhada e a corrida proporcionam um grande estímulo de treinamento para o tempo e o custo, promovendo melhor controle da intensidade e duração do exercício e podendo ser realizado em qualquer hora e em qualquer lugar.
Às vezes os iniciantes tendem a ter dificuldades para manter condições de equilíbrio entre a energia necessária à sustentação do trabalho muscular e as reações aeróbias, em algumas atividades, portanto, são recomendáveis o ciclismo estacionário e a caminhada pela facilidade do controle da intensidade do exercício e por oferecerem menores riscos de lesões ortopédicas.

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